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É fruto da maneira como vejo o mundo. Aceitam-se discordâncias e divergências, sempre dentro de uma lógica de boas maneiras, claro!

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Wednesday, March 5, 2008

Verdade: relativa ou absoluta?

O termo verdade encerra 2 lados distintos. O lado relativo (que nos diz que é verdade até que...) e o lado absoluto (que nos diz que será sempre verdade, mesmo que...).

Socialmente, o ser humano está cada vez mais inclinado para a primeira ideia, ou seja, a de que o que é verdade, é-o até prova em contrário, ou, às vezes, até suspeita em contrário. Esta relatividade marca, de forma forma cada vez mais profunda, a nova geração, quase toda ela baseada em pressupostos relativos, e à qual basta uma suspeita ou teoria para colocar em causa aquilo que consideramos 'verdade'.

A questão é o que consideramos relativo e o que consideramos absoluto. É uma questão difícil mas importante. Nem tudo é relativo, nem tudo é absoluto. Princípios e valores são absolutos (por exemplo), enquanto a forma deve ser sempre relativa (e por forma tomo a maneira de fazer, de actuar, por exemplo). Sempre haverá verdades relativas e verdades absolutas. Sempre haverá coisas que hoje são fantásticas e que amanhã não o serão mais. Também sempre haverão coisas que fazem tanto sentido há 5000 anos como fazem hoje. Distinguir umas de outras é o desafio. O que é relativo, o que é absoluto, até onde podemos ir, o que devemos deixar intocável?

Estamos a ser puxados para uma época (se é que já não vivemos totalmente nela) de relativismo acentuado, com todas as vantagens e desvantagens que isso nos traz. Pessoalmente, continuo a achar absoluto aquilo que Deus fez. Por isso Deus continua a fazer sentido. E, para mim, sempre continuará. Por isso continua a fazer sentido seguir princípios absolutos de vida que nos foi deixando ao longo dos tempos. Isso é absoluto.

Que a mensagem seja sempre uma verdade absoluta, e que a forma como fazemos chegar a mensagem o mais longe possível seja sempre relativa, para que continuemos sempre à procura da melhor maneira de fazer chegar Deus aos necessitados, aos desesperados, aos rejeitados, àqueles que não se sentem bem, àqueles que não acreditam em si mesmos, àqueles que, na realidade, mais d'Ele precisam.

Que Deus faça sentido na vida de cada um.

Monday, March 3, 2008

Ah, que beleza....

O meu velho amigo Ricardo Silvestre enviou-me há uns dias este mail, que rendeu umas belas gargalhadas. Apesar de não ser o meu caso (minhas caras colegas e colega, vocês são porreiros....), não pude deixar de partilhar esta oração convosco...

''Senhor, dá-me sabedoria para entender alguns colegas, porque se me dás força, parto-lhes a cara!!!''

Um bom dia a todos......


Thursday, February 7, 2008

Uma Lição Americana

Odiados por metade do mundo, inclusivamente nalguns sectores da Europa, os Estados Unidos, no meu entender, continuam a dar um sinal de vitalidade democrática, que vulgariza, e chega, até, a ridicularizar a democracia europeia. Creio que o que se passou em 2001, entre Bush e Al Gore, foi um acidente (que também é possível na política portuguesa...) de percurso, que não nos tem deixado ver a nós, europeus, algumas das virtudes democráticas dos 'polícias do mundo'.

Há pouco mais de um mês, John McCain, candidato republicano, era dado como morto politicamente, sem hipóteses de vitória aparentes. Hoje é o candidato republicano mais-que-anunciado. No início da campanha, e até há bem pouco tempo, Barack Obama não era mais que uma 'figura simpática' nesta corrida. Hoje, luta taco-a-taco, com a aquela que, há tempos, era a vencedora antecipada e anunciada dos democratas: a experiente Hillary Clinton.Seria isto possível em Portugal? Seriam estas reviravoltas prováveis no nosso país? Em Portugal aconteceu uma vez, no primeiro referendo ao aborto. Na História recente da Europa, lembro-me de um exemplo: Espanha, há sensivelmente quatro anos, onde Mariano Rajoy, ultra-favorito, perdeu à última hora para Zapatero, que seguia a mais de 10 pontos percentuais nas sondagens, embora aqui todo o 'mérito' tenha estado do lado da desastrosa gestão do 11 de Março por parte do PP Espanhol, e da forma cega como tentou culpabilizar a ETA num primeiro momento.

Enquanto os Estados Unidos vivem há décadas (desde Watergate, embora com alguns 'acidentes de percurso' pelo meio) numa estabilidade invejável, a Itália vai conhecer o seu enésimo governo dos últimos 10/15 anos, a Inglaterra viveu uma situação de sucessão quase monárquica (Gordon Brown limitou-se a tomar o poder dentro do seu próprio partido...), França sofre com os excessos pessoais do seu presidente, Alemanha vive num governo de bloco central para não se tornar ingovernável, etc, etc.

Para os mais distraídos com este 'circo' mediático, lembro que as verdadeiras eleições presidenciais norte-americanas decorrem, apenas, em Novembro deste ano, sendo que esta pré-campanha intra-partidária decorre há sensivelmente um ano. E é interessante verificar que, ao contrário do que acontece na Europa, em que as lutas são cada vez menos baseadas em diferenças de ideal, mas em diferenças de opinião (e, às vezes nem isso, o que é claramente o nosso caso...), na América assiste-se a uma batalha interessante de diferenças, de rupturas. Até nos Republicanos, no poder há 8 anos, a candidatura anunciada é de ruptura, porque McCain foi um dos maiores críticos internos a George W. Bush.

Para os anti-americanos primários, uma questão. Em algum país da Europa assistimos a um debate tão extenso, mas, ao mesmo tempo, tão eficaz, tão revelador das necessidades de um país, tão despertador das consciências? A meu ver, tal não acontece deste lado do Atlântico. Daí o grande interesse que estas corridas americanas despertam na Europa. Creio que isso também se explicará com alguma 'frustração'... Os americanos discutem intra-partidariamente, assumindo diferenças, mantendo uma pose de respeito mútuo (que se tem verificado imensamente nesta corrida), sem grandes ataques pessoais, sobrepondo-se, neste caso, aquilo que considero um excelente debate de ideias. Depois disso ainda há a tal discussão final, para a qual partimos já com meses e meses de discussão prévia. Para mim este debate de ideias acaba por ser uma espécie de expressão final da democracia. Com erros, com infelicidades, é certo. Mas muito superior à expressão de democracia europeia.

Muitos dirão que, sendo a democracia americana tão 'superior' à europeia, como são possíveis erros como o Iraque, a política ambiental, a política económica dos últimos anos, e por aí fora? São possíveis, é um facto, tal como na Europa. Mas isso não invalida que um sistema seja superior ao outro. Em Portugal as escolhas reduzem-se, sistematicamente, a dois candidatos, escolhidos por dois partidos (até aqui tudo bem) que de diferentes nada têm. Que discussão haverá entre duas pessoas, dois partidos iguais a tentarem parecer diferentes?

Olhemos de forma descomplexada para o exemplo norte-americano e aprendamos a discutir, verdadeiramente, o futuro do nosso país. Porque as diferenças e
a discussão das mesmas são as bases da democracia. E quando elas não existem...

Friday, February 1, 2008

E quando nem tudo vai bem???

Talvez como nenhum outro antes deste, este post terá como primeiro destinatário eu próprio...

Na realidade, é difícil aplicarmos muitas das coisas que afirmamos quando as coisas não correm bem connosco próprios. Como que, instintivamente, vamos começando a pensar que à medida que as vamos estudando e falando acerca delas ficamos como que imunes ao seu efeito. Isso não corresponde à verdade. A realidade é que é nestas situações (quando nem tudo vai bem...) que se apresentam os maiores desafios à nossa vida.

Ciclicamente, a nossa vida tem altos, baixos, fases calmas, fases turbulentas, fases exuberantes, fases discretas, fases boas, fases más. Isso é inegável. Como lidamos com as fases boas é importante (e se calhar tema para abordar no futuro...veremos...), mas hoje o meu pensamento está direccionado para as fases menos boas.

De que forma lidamos com elas? Qual a nossa atitude perante essas fases menos boas? O que as provoca? Será que estamos preparados para tomar decisões importantes, de choque, de ruptura, quando estamos no meio da tempestade (que é quando elas são mais necessárias, mas também mais dolorosas...)?

Não vou responder a muitas perguntas, mas parece-me que é indispensável uma dose de alguns ingredientes nesta 'panela'...

-Coragem - Tomar decisões em momentos difíceis e desconfortáveis necessita, acima de tudo, de grande dose de coragem...
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Determinação - Nem tudo muda à primeira investida, à primeira tentativa. Muitas vezes o complicado é continuar a tentar, continuar à procura...
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Persistência - Não desistir é difícil, mas também é a diferença entre uma vitória inesquecível e uma derrota dolorosa;
-Continuar a Olhar para os nossos objectivos - Numa maratona, o maratonista sofre. Mas o facto de olhar para o objectivo final, para o prémio, para aquilo que está à sua frente, é o ânimo para continuar a ultrapassar o sofrimento;


Tudo isto são pequenos contributos nos quais tento também eu pensar quando as coisas correm menos bem. É verdade, nem sempre, conseguimos ficar focados apenas neles, mas que eles nos ajudem a dar a volta a um momento menos bom. Porque afinal de contas...o melhor está para vir!

Monday, January 14, 2008

A Opinião e a Cultura

Bom, findo este período festivo (em que todos nós ganhámos um peso do qual nos tentaremos, muitas vezes em vão, livrar até ao próximo Verão...), e voltando a conseguir roubar uns minutos ao dia, eis que volto a postar. E queria 'inaugurar' (com pompa e circunstância, incluindo corte de fita e champanhe, hehe....) esta nova época de postagens (tal como a época futebolística...) com um conjunto de posts sobre algumas das coisas que mais me têm marcado ao longo destes últimos tempos.


Conrad Hilton, director da conhecida cadeia de hotéis Hilton disse um dia que ''O sucesso parece estar ligado à acção. Pessoas bem sucedidas mantêm-se activas. Elas cometem erros, mas não desistem''. Eis uma frase interessante e que merece que pensemos acerca dela. A mim, isto sugere-me algo simples. Acção é chave. Aquele que age, multiplica as suas possibilidades de sucesso. Não quer dizer que não falhe. Não quer dizer que não erre. Mas a realidade é que faz. E quem faz, tem sempre uma maior probabilidade de fazer bem do que quem não faz!

Creio que a tendência actual, de sobrevalorização da opinião e subvalorização da acção, deve ser invertida. Devemos dar mais valor a quem age do que a quem opina. Devemos dar mais 'tempo de antena' a quem faz, do que a quem critica. Isto quer dizer que a opinião não tem lugar? Não, nada disso...Apenas quer dizer que quem age tem um posicionamento diferente e, regra geral, melhor acerca das coisas.


Vejamos alguma coisa prática. O nosso carro, por exemplo. Imagine que o carro está a fazer um barulho estranho. Imagine que tem 2 amigos que são mecânicos, ambos competentes. Liga ao primeiro, explica o barulho. Este faz-lhe um diagnóstico do mesmo, segundo a sua explicação. Não podendo levar o carro ao primeiro mecânico, e sabendo que o 2º amigo tem a sua oficina perto da sua casa, decide levar lá o carro. Este vê, observa, mexe, dá uma volta com o carro para ouvir ele mesmo o barulho. Chega a uma conclusão. Diferente da do primeiro mecânico. Lembre-se que considera os 2 competentes (nunca teve razões de queixa...). Em que diagnóstico confia? No segundo. Porquê? Porque o segundo teve a acção e a experiência de ver, ele próprio, qual o problema do carro. O primeiro limitou-se a fazer um diagnóstico por fora, segundo os elementos que tinha. Quem age tem sempre mais dados do que quem apenas opina. Porquê? Porque está dentro da situação. Pode falhar? Com certeza. Mas as probabilidades de isso acontecer serão, certamente, menores.

Devemos lutar pela informação, pelo conhecimento, pela expressão da opinião. Mas não devemos sobrepor isso à acção. Porque se a opinião é o alarme da sociedade, a acção é o combustível da mesma. E todos sabemos que, sem alarme, avançamos. Sem combustível, não.